Os laços de família não sofrem destruição alguma com a reencarnação,
como pensam certas pessoas. Ao contrário, tornam-se mais fortalecidos e
apertados. O princípio oposto, sim, os destrói. No espaço, os Espíritos formam
grupos ou famílias entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança
das inclinações. Ditosos por se encontrarem juntos, esses Espíritos se buscam
uns aos outros. A encarnação apenas momentaneamente os separa, porquanto, ao
regressarem à erraticidade, novamente se reúnem como amigos que voltam de uma
viagem. Muitas vezes, até, uns seguem a outros na encarnação, vindo aqui
reunir-se numa mesma família, ou num mesmo círculo, a fim de trabalharem juntos
pelo seu mútuo adiantamento. Se uns encarnam e outros não, nem por isso deixam
de estar unidos pelo pensamento. Os que se conservam livres velam pelos que se
acham em cativeiro. Os mais adiantados se esforçam por fazer que os
retardatários progridam. Após cada existência, deram um passo na
senda do aperfeiçoamento...
Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, trecho do cap. IV, item 18.
Imagem: Banco de Imagens Pixmac
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